A procura por um nono planeta no Sistema Solar começou muito antes da descoberta de Plutão, em 1930. Já no final do século 19 e início do 20, astrônomos como Percival Lowell buscavam o chamado Planeta X, acreditando que ele explicaria anomalias nas órbitas de Urano e Netuno.
Plutão chegou a ser considerado o suposto Planeta X, mas não atendia a um dos critérios definidos pela União Astronômica Internacional (IAU): a capacidade de “limpar” sua órbita de outros corpos celestes. Em 2006, com a revisão oficial da definição, ele foi reclassificado como anão.
No entanto, o agrupamento incomum de pequenos corpos no Cinturão de Kuiper — uma região cheia de objetos nos confins do Sistema Solar — continua intrigando os cientistas, reacendendo a hipótese da existência do chamado Planeta Nove. Mas a situação pode estar prestes a mudar.
Planeta ‘oculto’
Se essa região distante e turbulenta além de Netuno nos fez perder o nono, ela também pode estar prestes a revelar um novo mundo: misterioso, esquivo e escondido nas profundezas do nosso sistema estelar. O possível sucessor de Plutão é conhecido apenas como “Planeta Nove” e, até o momento, permanece hipotético, com sua existência sugerida apenas por evidências indiretas.
Se ele realmente existir, sua descoberta pode estar próxima, graças à estreia da câmera mais poderosa já construída para observar o céu. E, se confirmado, isso poderia mudar novamente tudo o que aprendemos sobre o Sistema Solar. A descoberta também mudaria a forma como buscamos por exoplanetas ao redor de outras estrelas.
Se nosso Sistema Solar esconde um mundo tão remoto, outros gigantes ocultos podem ser mais comuns do que imaginamos. Além da caça pelo Nove, há uma outra prioridade tecnológica: determinar onde ele não está. Descobrir as regiões em que o objeto não se encontra é essencial para otimizar a busca com os observatórios mais avançados.






