De acordo com o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025” da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil está novamente fora do Mapa da Fome. O país, que havia voltado a lista no triênio 2019-21, apresentou taxa de pessoas com subalimentação grave (insegurança alimentar crônica) menor que 2,5%.
Mesmo com muitos motivos para celebrar, o governo federal ainda não conseguiu explicar os mecanismos para alcançar tais resultados e se poderemos sustentar esse mérito por longos períodos. Para o futuro do Brasil, é fundamental identificar quais políticas e mecanismos devem ser acionados para assegurar a manutenção dos direitos básicos da população.
Segundo Laura Müller Machado, colunista da Folha de S. Paulo, “é preciso documentar essa tecnologia”. Na visão da ex-secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, instituições como o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e as universidades podem ser acionadas para essas iniciativas de documentação e de preparo para o futuro.
O Plano Brasil Sem Fome foi uma iniciativa do governo brasileiro lançada em 2003, durante a gestão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de erradicar a fome e a extrema pobreza no país.
O programa integrava diversas políticas públicas voltadas para a segurança alimentar e nutricional, buscando garantir que todas as famílias brasileiras tivessem acesso a alimentos em quantidade e qualidade adequadas.
Principais ações do Plano Brasil Sem Fome
Distribuição de alimentos: Ampliação de programas como o Bolsa Família, que oferecia transferência de renda condicionada à frequência escolar e acompanhamento de saúde.
Fortalecimento da agricultura familiar: Incentivos para pequenos produtores rurais, incluindo acesso a crédito, assistência técnica e compras governamentais por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Educação alimentar e nutricional: Campanhas e ações para promover hábitos alimentares saudáveis e conscientização sobre a importância da alimentação adequada.
Ampliação do acesso à água potável e saneamento: Melhorias em infraestrutura para reduzir doenças relacionadas à falta de higiene.






