Nos anos 60 e 70, os Estados Unidos conseguiram levar astronautas à Lua em seis missões, com grande destaque para a Apollo 11. Mas, após o pouso da Apollo 17 em 1972, ninguém voltou à Lua durante décadas, o que fez surgir a seguinte dúvida: por que o homem tanto para voltar à Lua? O professor Domenico Vicinanza, da Universidade Anglia Ruskin, procurou esclarecer essa questão.
É bom esclarecer que o principal motivo não foi falta de tecnologia. A NASA já sabia como ir à Lua, mas o que mudou foi a prioridade do governo americano. Programas caros de exploração espacial foram cortados, e a Apollo, na época, terminou porque cumpriu sua missão, não porque tivesse falhado.
Depois da Apollo, o foco se deslocou para a órbita terrestre com lançamento de ônibus espacial e a Estação Espacial Internacional, que receberam maior atenção e recursos. Esses projetos trouxeram avanços importantes, mas não permitiram novas missões lunares.
Além disso, depois da Guerra Fria, ninguém tinha uma razão forte para voltar à Lua. A motivação do programa Apollo era geopolítica, pensada para demonstrar poder e tecnologia. Depois disso, o valor científico e comercial das missões não era suficiente para justificar gastos tão altos.
Por que Artemis é diferente?
Hoje, o programa Artemis tenta evitar os erros do passado, combinando parcerias comerciais e internacionais, dividindo os custos e tendo um objetivo de longo prazo que é criar presença humana na Lua e preparar futuras missões a Marte.
Ou seja, o homem demorou tanto para voltar à Lua porque explorar esse satélite exige muito dinheiro, apoio político e objetivos claros. Sem isso, era impossível manter viagens lunares, mesmo com tecnologia pronta.






