No dia 20 de setembro de 1835, os farroupilhas, liderados por Bento Gonçalves, conquistaram a Ponte da Azenha e avançaram sobre Porto Alegre. O episódio marcou o início da Guerra dos Farrapos, também conhecida como Revolução Farroupilha, o mais longo conflito armado já registrado em território brasileiro.
A guerra se estendeu por dez anos, de 1835 a 1845, e teve como consequência a proclamação da República Rio-Grandense, também chamada de República do Piratini, que existiu por cerca de sete anos. O movimento teve grande impacto na formação social e política do Rio Grande do Sul, consolidando tradições que permanecem vivas até hoje.
Independência e identidade gaúcha
Embora a revolução não tenha alcançado a plena separação do Brasil, ela reforçou a identidade do povo gaúcho e sua relação com valores como autonomia e resistência. Por isso, o 20 de setembro tornou-se um marco cívico no Estado. Em 1978, a data passou a ser feriado oficial no Rio Grande do Sul, por meio da lei estadual nº 4.453.
Semana Farroupilha: tradição e celebração
As comemorações não se restringem apenas ao dia 20. Durante a chamada Semana Farroupilha, realizada em todas as regiões do Rio Grande do Sul, os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) promovem atividades que resgatam e celebram a cultura local.
Entre as programações estão desfiles temáticos, gincanas, palestras, encontros culturais e missas no estilo crioulo – referência aos moradores dos pampas no passado. O churrasco, símbolo máximo da gastronomia gaúcha, também ganha destaque nos festejos.
A Semana Farroupilha é, sobretudo, um momento de reafirmação da identidade cultural do Rio Grande do Sul, quando a população se reúne para celebrar sua história e lembrar as razões pelas quais o povo gaúcho preserva com tanto orgulho suas tradições.






