As reduções registradas nas refinarias no início do ano levaram muitos brasileiros a esperar uma queda no preço final da gasolina em todo o país. No entanto, o mercado não apenas se manteve volátil, como também passou a enfrentar novas pressões que acabaram estimulando elevações nos valores.
A crise atingiu níveis críticos após a deflagração do conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz e, consequentemente, despertou temores de desabastecimento.
Com isso, o custo do barril Brent subiu significativamente, passando a influenciar nos valores praticados no Brasil junto de fatores como a desvalorização cambial e a incerteza no cenário internacional.
Em algumas cidades do país, os aumentos chegaram a níveis extremos. Um bom exemplo disso é Boa Vista, em Roraima, onde postos da zona central chegaram a cobrar R$ 7,55 pelo litro da gasolina nesta semana.
Valores semelhantes também foram observados em cidades como Recife, capital de Pernambuco. Já em estados como Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul, além de Fortaleza, os aumentos também ocorreram, mas de forma pouco mais moderada.
Governo pede investigação sobre aumento da gasolina
Vale lembrar que, mesmo diante da crise internacional, a Petrobras, principal fornecedora do Brasil, não alterou seus valores. Sendo assim, fica evidente que a alta dos preços da gasolina foi uma decisão unilateral.
E para analisar a existência de indícios de práticas que possam configurar infração à ordem econômica, possivelmente decorrentes de aproveitamento da situação, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) decidiu instaurar uma investigação (via g1).
A verificação será realizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que poderá aplicar multas ou até mesmo recomendar medidas corretivas mais severas caso identifique indícios de abusos, como aumento injustificado de preços, práticas anticoncorrenciais ou outras irregularidades que possam estar afetando o mercado de combustíveis.






