Ao ser inaugurada por Juscelino Kubitschek em 1960, Brasília herdou o status de capital que pertencia ao Rio de Janeiro. Mas, vale lembrar que o posto de sede do Brasil não foi assumido apenas pela “Cidade Maravilhosa”.
Afinal, a história das capitais brasileiras começou em 1549 com a fundação de Salvador, na Bahia. Pioneira a deter o status de sede administrativa do país, a cidade ocupou a posição por mais de dois séculos.
A escolha da região se deu por conta de sua localização estratética, que favorecia a exportação de itens como açúcar e pau-brasil. Além disso, Salvador também era considerado um ponto central na colônia.
A ascensão do Rio de Janeiro ao posto de capital, em 1763, foi um reflexo direto da economia mineradora. A proximidade com as minas de ouro facilitava o controle da exportação e fortalecia a presença administrativa no eixo Sudeste, reduzindo, assim, a relevância de Salvador.
No entanto, é importante ressaltar que a cidade ainda permanece como a capital mais longeva da história do país, já que, enquanto o Rio manteve o status por cerca de 197 anos, Brasília completou apenas 66 anos recentemente.
Como conhecer Salvador na época em que era capital?
Com áreas consideradas verdadeiros “museus a céu aberto”, Salvador preserva intensamente o seu passado como a primeira capital do Brasil, contando com diversas estruturas que remetem ao período, como:
- Centro Histórico (Pelourinho): Patrimônio Mundial da UNESCO, conta com diversos casarões dos séculos XVII e XVIII;
- Praça Tomé de Souza: local em que o primeiro governador-geral instalou o governo em 1549;
- Palácio Rio Branco: sede histórica do governo baiano;
- Catedral Basílica Primacial de Salvador: construída pelos jesuítas no século XVII;
- Igreja e Convento de São Francisco: conhecida pelo seu interior ricamente decorado com ouro, também data da época colonial;
- Rua Chile: primeira rua do Brasil, já foi o centro da elite colonial.






