Um estudante de apenas 12 anos surpreendeu ao conquistar uma vaga no vestibular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Bernardo Vinício Manfredini, que atualmente cursa o 7º ano do ensino fundamental, realizou a prova como treineiro e acabou alcançando pontuação suficiente para aprovação no curso de matemática.
A inscrição foi feita de maneira regular, com preenchimento de dados, envio de documentos e pagamento da taxa exigida pela instituição. A prova ocorreu em dezembro e o resultado confirmou o desempenho acima da média. Apesar disso, ele não poderá efetivar a matrícula, já que ainda não concluiu o ensino médio, exigência obrigatória para ingresso no ensino superior.
Curiosidade motivou participação
Natural de Araraquara (SP) e morador de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, Bernardo tem diagnóstico de altas habilidades e superdotação. A iniciativa de prestar o vestibular partiu do próprio garoto, que demonstrava curiosidade sobre como funcionava o processo de entrada na universidade.
Segundo a mãe, Luzia Manfredini, a ideia foi permitir que o filho vivenciasse a experiência na prática. Ele queria entender as etapas do vestibular e decidiu participar desde que as datas não interferissem em seus compromissos escolares. A família encarou a inscrição como uma oportunidade de aprendizado, sem expectativa de ingresso imediato.
Quando o resultado foi divulgado, a surpresa veio junto com a satisfação. Bernardo ficou animado por ter conseguido realizar a prova com tranquilidade e alcançar uma nota superior à que imaginava.
Talento percebido desde cedo
O interesse por números e letras apareceu ainda na primeira infância. De acordo com a mãe, antes dos quatro anos ele já demonstrava facilidade para leitura e compreensão matemática. A habilidade com cálculos e raciocínio lógico se desenvolveu naturalmente ao longo dos anos.
Embora tenha participado como treineiro, o sistema de inscrição da universidade não possui uma categoria específica para essa modalidade. Isso significa que Bernardo concorreu em igualdade com os demais candidatos. A diferença está apenas na impossibilidade de matrícula, independentemente da pontuação obtida.
A experiência, segundo a família, serviu como estímulo e reforço para que ele continue avançando nos estudos, respeitando cada etapa da formação escolar.
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