As palavras “esse” e “este” são pronomes demonstrativos usados para indicar a posição de algo em relação às pessoas do discurso. Embora muitas vezes sejam utilizadas como sinônimos na linguagem informal, há diferenças importantes na norma-padrão da língua portuguesa que ajudam a definir o uso correto de cada uma.
“Este” é empregado para indicar algo que está próximo de quem fala. Por exemplo: “Este livro aqui é meu”. Também é usado para se referir ao tempo presente (“nesta semana”, “este ano”) ou a algo que ainda será mencionado na frase, como em: “Este é o problema: falta de planejamento”.
Já “esse” indica algo que está próximo de quem ouve ou que já foi mencionado anteriormente no discurso. Exemplo: “Esse livro que você está segurando parece interessante”. Também pode retomar uma informação já dita: “Você perdeu o prazo. Esse foi o seu erro”.
Apesar da distinção prevista pela gramática, no português falado no Brasil é comum o uso de “esse” em situações em que a norma recomenda “este”. Ainda assim, conhecer a diferença ajuda a escrever com mais precisão, especialmente em textos formais, acadêmicos e profissionais.
Uso correto evita ambiguidades na escrita formal
Entender a diferença entre “este” e “esse” é fundamental para evitar ambiguidades, principalmente em textos formais, jurídicos ou acadêmicos. A escolha adequada do pronome ajuda a organizar melhor as ideias, deixando claro se a referência é algo que será apresentado ou algo que já foi mencionado anteriormente.
Embora no dia a dia a distinção nem sempre seja seguida à risca, dominar essa regra demonstra cuidado com a norma-padrão e contribui para uma comunicação mais precisa. Em contextos profissionais, esse detalhe pode fazer diferença na clareza e na qualidade do texto.






