Os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro mobilizam milhares de pessoas na Marquês de Sapucaí e milhões de espectadores pelo país. Mas além das escolas de samba, há outro grupo fundamental para o resultado final: os jurados responsáveis por atribuir as notas que definirão a campeã e as agremiações rebaixadas.
Ao todo, 54 avaliadores participam do julgamento, distribuídos entre diferentes quesitos. A escolha e a atuação desses profissionais seguem regras rígidas estabelecidas pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, entidade que organiza o desfile das principais escolas.
Quanto eles recebem?
Pelo trabalho realizado nos três dias de apresentações, cada jurado recebe um pró-labore líquido de aproximadamente R$ 12 mil.
Segundo as normas da Liga, o valor é descrito como uma forma de reconhecimento pela colaboração na preservação da tradição cultural do samba.
Regras e isolamento durante o evento
Para evitar qualquer tipo de influência externa, os julgadores seguem um protocolo específico. Antes do início dos desfiles, eles se apresentam em hotel designado pela organização e entregam aparelhos eletrônicos pessoais, como celulares e computadores.
Durante o período em que exercem a função, permanecem sob acompanhamento logístico da entidade organizadora. O deslocamento até o sambódromo — oficialmente chamado de Sambódromo da Marquês de Sapucaí — ocorre em transporte reservado. Também há regras claras sobre comportamento e manifestação de opiniões, garantindo imparcialidade na avaliação.
Ao longo da programação, os jurados contam com estrutura de hospedagem e alimentação custeadas pela organização. Após a apuração das notas, eles ainda têm direito a assistir ao desfile das campeãs com acompanhantes.
A combinação entre remuneração, regras de conduta e logística reforçada mostra o grau de responsabilidade envolvido na missão de definir o resultado do espetáculo mais tradicional do carnaval brasileiro.






