Países europeus passaram a enviar militares para a Groenlândia na última semana, em meio às ameaças e ao interesse manifestado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em adquirir a ilha. A iniciativa gerou reações tanto do governo norte-americano quanto da Rússia. Embora esteja geograficamente situada no continente norte-americano, a Groenlândia mantém laços políticos com a Dinamarca.
Alemanha, França, Suécia, Noruega, Finlândia e Holanda enviaram pequenos contingentes militares à ilha, a pedido do governo dinamarquês. A Alemanha deslocou uma equipe de 13 militares, enquanto a França enviou cerca de 15 especialistas em operações em regiões montanhosas. Um oficial britânico também integra a missão.
A Suécia enviou três oficiais, enquanto a Noruega deslocou dois. A Holanda mandou um militar e a Finlândia, dois. De acordo com autoridades europeias, esses primeiros envios têm como foco a preparação de exercícios militares e o planejamento de um reforço mais amplo ao longo de 2026.
Trump afirma que a Groenlândia é estratégica para a segurança dos Estados Unidos por sua posição no Ártico. O ex-presidente já declarou que a ilha deveria pertencer ao país e não descartou a possibilidade de uso da força para assumir o controle do território.
O que disse a Rússia sobre o caso
A Rússia criticou a presença militar da Otan na Groenlândia e afirmou que a aliança vem acelerando a mobilização de forças na região. A embaixada da Rússia na Bélgica, país que abriga a sede da Otan, declarou em comunicado que o governo russo vê com grande preocupação o envio de militares da aliança para a região do Ártico.
Para o governo russo, a narrativa dos Estados Unidos sobre uma suposta ameaça russa ou chinesa à ilha seria um “mito” utilizado para gerar alarme. Segundo autoridades, há atualmente poucos indícios de presença relevante de navios chineses ou russos nas águas próximas à Groenlândia.






