Um projeto que avança no Congresso Nacional pode alterar de forma significativa o dia a dia de motoristas de aplicativo em todo o país. A proposta estabelece novas obrigações para aplicativos de mapas e navegação por GPS, com foco na segurança de quem depende dessas plataformas para trabalhar diariamente nas ruas das grandes cidades.
Alerta de perigo em tempo real
Em análise no Senado Federal, o Projeto de Lei nº 6.679/2025 determina que aplicativos de navegação passem a emitir avisos visuais e sonoros sempre que o condutor estiver próximo de áreas classificadas como de risco. A intenção é alertar previamente sobre regiões com altos índices de criminalidade ou histórico recorrente de violência, permitindo que o motorista avalie caminhos alternativos antes de seguir viagem.
A matéria já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora aguarda distribuição para as comissões do Senado. O texto prevê que a identificação dessas áreas seja feita com base em dados oficiais do poder público, reunindo informações atualizadas sobre ocorrências policiais e localização geográfica.
Uso de dados oficiais e prevenção
Na prática, o sistema funcionaria integrado aos bancos de dados governamentais, oferecendo ao motorista um aviso claro ao se aproximar de uma zona considerada perigosa. Com isso, seria possível evitar acessos involuntários a regiões dominadas por organizações criminosas ou marcadas por confrontos armados, situação comum em alguns centros urbanos.
O debate em torno do projeto ganhou força após episódios registrados, principalmente no Rio de Janeiro, em que motoristas de aplicativo foram vítimas de violência ao seguir rotas sugeridas pelo GPS sem qualquer tipo de alerta preventivo. Parlamentares defendem que, se a tecnologia já orienta o trânsito e o tempo de deslocamento, também pode colaborar com a segurança pública.
Tramitação e prazo para vigência
O texto aprovado na Câmara é um substitutivo que reuniu propostas apresentadas desde 2016, com relatoria do deputado Pedro Lupion (PP-PR). Caso o projeto seja confirmado pelo Senado e sancionado, os aplicativos que não cumprirem a determinação poderão sofrer penalidades e multas.
A lei, se aprovada, só entrará em vigor 360 dias após sua publicação oficial, prazo destinado à adaptação das plataformas às novas exigências.






