Embora ainda pouco conhecido e divulgado, o Índice de Qualidade do Serviço (IQS) do Pix, criado pelo Banco Central (BC), já é utilizado pelo mercado para valorizar ou desvalorizar fintechs. Em outras palavras, graças ao enorme sucesso junto ao público e à crítica, o Pix se tornou uma espécie de moeda de troca.
Quanto mais próximo das metas definidas pelo BC e menor o número de episódios de timeout (indisponibilidade de envio ou recebimento), maior a pontuação da fintech diante de clientes e investidores. Em entrevista ao portal ‘Finsiders Brasil’, Mariana Foresti, sócia do fundo de VC Honey Island, falou sobre o tema.
“A gente acompanha esse indicador especialmente em casos de fintechs que oferecem Pix como produto central. Quando a empresa está bem posicionada, a gente sabe que muitas vezes vai passar no compliance do cliente, no SLA. Isso coloca a empresa em outro patamar”, disse.
No processo de avaliação das startups, o Honey Island considera critérios como o engajamento da base de clientes, métricas de desempenho como net dollar retention, unit economics e margens do negócio. Especializado em fintechs, o Honey Island está atualmente concluindo os últimos investimentos de um fundo voltado especificamente para esse setor.
O que é o Índice de Qualidade do Serviço (IQS) do Pix?
O Índice de Qualidade do Serviço (IQS) do Pix é uma métrica criada pelo Banco Central (BC) para avaliar a performance do sistema de pagamentos instantâneos Pix no Brasil. Ele mede a qualidade e confiabilidade do serviço oferecido pelas instituições financeiras e fintechs que participam do sistema.
O índice considera principalmente dois aspectos:
- Disponibilidade do serviço – mede quantos episódios de timeout ou falhas de envio/recebimento ocorrem, refletindo a confiabilidade do sistema.
- Aderência às metas do BC – verifica se a instituição cumpre os padrões e requisitos estabelecidos pelo Banco Central para o funcionamento do Pix.
Quanto melhor o desempenho de uma instituição nesses critérios, mais alta é sua pontuação no IQS. Esse índice já passou a influenciar o mercado e investidores, pois indica a eficiência e confiabilidade da fintech ou banco na prestação do serviço, funcionando quase como uma “nota de crédito” do Pix para cada instituição.






