Historicamente, o diesel sempre foi mais barato do que outros combustíveis mais utilizados, como a gasolina. No entanto, a partir de 2022, o setor começou a passar por drásticas mudanças que resultaram na quebra dessa tendência.
E embora fatores como a valorização do dólar e o aumento da demanda global também tenham influenciado de forma significativa nos preços, as guerras se tornaram o motivo central da alta, uma vez que elas impactam diretamente no custo internacional do barril de petróleo Brent.
Vale lembrar que, desde o início do conflito entre Ucrânia e Rússia, o valor do diesel já havia atingido patamares inéditos e se manteve em um cenário de instabilidade. Agora, com a deflagração da guerra no Irã, os preços chegaram a níveis ainda mais elevados.
Isso significa que, enquanto perdurarem conflitos, sobretudo em regiões produtoras de petróleo, os valores dificilmente serão reduzidos, o que poderá compelir os governos a adotar estratégias voltadas à mitigação desses impactos.
Alta do diesel também afeta outros setores
Vale destacar que a disparada no preço do diesel vai além do impacto direto sobre os consumidores que o utilizam no dia a dia, já que o combustível desempenha um papel importantíssimo para a economia brasileira.
Afinal, o diesel é essencial para o abastecimento de caminhões responsáveis pela logística de alimentos e produtos industrializados, além de também ser utilizado por máquinas da produção agrícola.
O encarecimento dos gastos nesses setores acaba sendo repassado aos produtos finais o que acaba impactando a inflação (IPCA) e, com isso, afetando até mesmo o orçamento dos consumidores na hora das compras.
Diante desse cenário, o diesel passou a ser tratado como prioridade pelo poder público. Inclusive, nos últimos dias, o governo federal passou a adotar medidas, como a redução de impostos federais e a concessão de subsídios, para tentar manter a situação sob controle.






