Da capital gaúcha até Nova York são cerca de 8.206 quilômetros em linha aérea. Foi essa a distância simbólica percorrida por Marciano Testa entre a juventude no Rio Grande do Sul e o mercado financeiro internacional. Aos 49 anos, o empresário nascido em Porto Alegre passou a integrar a lista de bilionários da Bloomberg após a estreia do Agibank na Bolsa de Nova York.
A abertura de capital impulsionou o patrimônio do fundador da fintech para aproximadamente US$ 1,1 bilhão, o equivalente a R$ 5,6 bilhões. O reconhecimento internacional veio depois de um caminho iniciado ainda na adolescência, quando ele deixou a casa dos pais aos 14 anos.
Trajetória no crédito
Antes de comandar um banco digital, Testa trabalhou na venda de crédito de porta em porta. A experiência moldou o modelo de negócio que viria anos depois. No fim da década de 1990, criou a Agiplan, inicialmente voltada à intermediação de empréstimos pessoais.
A empresa nasceu em Porto Alegre, em 1999, com foco em clientes de menor renda e fora dos grandes centros. A proposta era simples: oferecer serviços financeiros a um público pouco atendido pelos grandes bancos.
Crescimento e transformação
O avanço ocorreu de forma gradual. Em 2013, a então Agiplan recebeu autorização do Banco Central para atuar oficialmente como banco. Três anos depois, em 2016, adquiriu o Banco Gerador, ampliando a estrutura e a carteira de clientes.
A mudança mais marcante veio em 2018. A instituição adotou o nome Agibank e intensificou a aposta no ambiente digital. A estratégia combinou atendimento presencial em cidades menores com expansão tecnológica. Hoje, o banco está presente em mais de 671 municípios brasileiros.
O nome de Marciano Testa já figurava na lista da Forbes em 2025, considerando o patrimônio em reais. Naquele ano, ocupava a 97ª posição, com fortuna estimada em R$ 4,1 bilhões. A listagem recente da Bloomberg, após o IPO em Nova York, elevou o empresário a um novo patamar.
Além do comando do Agibank, Testa também está entre os fundadores do Instituto Caldeira, em Porto Alegre. O espaço funciona como polo de inovação, reunindo startups e grandes empresas.






