Uma parcela expressiva dos trabalhadores com carteira assinada no Rio Grande do Sul começou 2025 com uma remuneração maior que o piso nacional. Isso porque o estado colocou em prática o novo salário mínimo regional, que elevou a terceira faixa para R$ 1.871, valor que já está sendo pago a milhares de profissionais das áreas de comércio, indústria e serviços.
O reajuste estadual ocorre em um momento de forte pressão sobre o custo de vida e acaba funcionando como um alívio para quem enfrenta orçamento apertado. O piso nacional, atualmente em R$ 1.518, torna ainda mais evidente a diferença entre o mínimo adotado pelo governo federal e o praticado pelo estado gaúcho.
Reajuste de 8% aprovado pela Assembleia
Segundo informações divulgadas pelo G1, a Assembleia Legislativa gaúcha aprovou no início do ano um aumento de 8% no salário mínimo regional. Com isso, o menor valor pago passou de R$ 1.656,51 para R$ 1.789,04. O estado mantém cinco faixas salariais, cada uma vinculada ao tipo de atividade econômica desenvolvida.
A terceira faixa, que chegou aos R$ 1.871,75, contempla trabalhadores de segmentos como alimentos, móveis, química, farmacêutica, armazéns e comércio. A atualização busca recompor perdas inflacionárias e garantir competitividade ao mercado de trabalho local.
Como ficaram as faixas de remuneração
Faixa 1: de R$ 1.656,51 para R$ 1.789,04. Inclui agricultura, pecuária, pesca, serviços domésticos, turismo, motoboys e construção civil.
Faixa 2: de R$ 1.694,66 para R$ 1.830,23. Abrange setores como têxtil, calçados, saúde, limpeza, hotelaria, bares e restaurantes.
Faixa 3: de R$ 1.733,10 para R$ 1.871,75. Destinada a indústrias de alimentos, química, móveis, além do comércio e armazéns.
Faixa 4: de R$ 1.801,55 para R$ 1.945,67. Voltada para metalúrgicas, gráficas, borracha, vidro, vigilância e apoio escolar.
Faixa 5: de R$ 2.099,27 para R$ 2.267,21. Direcionada a profissionais técnicos de nível médio.
Expectativa para o mínimo de 2026
Enquanto o aumento regional foi mais robusto, o mínimo nacional segue a política de correção pela inflação medida pelo INPC e ganho real limitado. Para 2026, a projeção inicial foi revisada de R$ 1.631 para R$ 1.627, já que a inflação acumulada está abaixo do previsto. O valor definitivo, no entanto, depende do fechamento oficial do índice.





