O estado do Rio de Janeiro mantém em vigor, para 2026, o piso salarial regional que pode chegar a R$ 2.512,59 para determinadas categorias profissionais. O valor integra a política estadual que estabelece remuneração diferenciada conforme a atividade exercida, beneficiando trabalhadores com carteira assinada.
Mesmo sem atualização desde 2019, a legislação fluminense continua prevendo seis níveis salariais, com vencimentos que variam de R$ 1.621 — acompanhando o mínimo nacional — até R$ 3.158,96, no caso de profissões que exigem formação superior.
Entenda a divisão por faixas
O piso estadual é organizado de acordo com a função desempenhada. As três primeiras faixas possuem valores inferiores ao salário mínimo nacional de 2026, fixado em R$ 1.621. Por isso, nesses casos, prevalece a regra federal, impedindo que o trabalhador receba abaixo desse montante.
Na prática, categorias como auxiliar de escritório, empregado doméstico, pedreiro, porteiro e frentista devem ter como base o mínimo nacional.
Já a quinta faixa, que alcança R$ 2.512,59, contempla profissionais como motoristas de ambulância, taxistas, técnicos em telecomunicações, fotógrafos e técnicos industriais registrados em conselho. No topo da tabela, a sexta faixa estabelece R$ 3.158,96 para carreiras de nível superior, incluindo advogados, arquitetos, psicólogos, enfermeiros e administradores.
Quanto vai para o bolso
Assim como ocorre com o mínimo nacional, o piso regional também sofre desconto previdenciário obrigatório de 7,5% destinado ao INSS. Com isso, os valores líquidos variam conforme a faixa.
Quem se enquadra na quinta faixa, por exemplo, recebe aproximadamente R$ 2.324,15 após a dedução. Já profissionais da sexta faixa passam a ter rendimento líquido em torno de R$ 2.922,04.
Cenário nacional
Para 2027, o governo federal já trabalha com projeção de salário mínimo em R$ 1.721. O número, no entanto, ainda poderá ser ajustado conforme a inflação medida pelo INPC e o desempenho do Produto Interno Bruto.
Enquanto isso, no Rio de Janeiro, trabalhadores que se enquadram nas faixas mais altas do piso regional comemoram uma remuneração acima da média nacional, considerada por muitos como avanço significativo na renda mensal.






