Quase sempre descartadas, as sementes de mamão oferecem uma série de benefícios potenciais à saúde graças aos seus compostos bioativos. Estudos científicos afirmam que elas ajudam a combater os radicais livres e reduzir o estresse oxidativo no corpo, a equilibrar a flora intestinal, na eliminação de vermes intestinais e também no alívio de dores articulares.
Além disso, pesquisas sugerem que as sementes podem também ajudar a desintoxicar o fígado e proteger contra danos causados por substâncias tóxicas, a combater bactérias como E. coli e Salmonella, além de alguns fungos, e na redução do colesterol LDL (ruim).
Mesmo com tantos benefícios, o consumo deve seguir alguns cuidados e tem contraindicações. Isto porque, se consumida em excesso, as sementes do mamão podem ser tóxicas devido a compostos como o benzil isotiocianato. Já Gestantes e lactantes devem evitar o consumo sem orientação médica.
Como consumir as sementes do mamão em segurança
In natura (cruas):
- Lave bem as sementes.
- Deixe secar e consuma até 1 colher de chá por dia.
- Elas têm sabor forte, levemente apimentado e amargo — parecido com mostarda ou rabanete.
Secas e moídas (tipo pimenta-do-reino):
- Seque as sementes ao sol ou no forno baixo.
- Triture no moedor ou liquidificador.
- Use como tempero em carnes, saladas, molhos ou sopas.
- Substitui a pimenta-preta com um toque funcional.
Em sucos ou vitaminas:
- Adicione até ½ colher de chá de sementes no liquidificador com mamão, abacaxi ou laranja.
- Mas use com moderação para não alterar muito o sabor.
Em infusão (chá):
- Amasse 1 colher de chá de sementes.
- Ferva em 250 ml de água por 5 a 7 minutos.
- Coe e tome morno — ajuda na digestão e ação antiparasitária.
Qual a origem do Mamão?
Natural da América do Sul, mais precisamente da bacia Amazônica, o mamão se espalhou por regiões tropicais e subtropicais do mundo, muito graças a interferência de colonizadores espanhóis e portugueses.
O cultivo comercial do mamão no Brasil teve início nas décadas de 1960 e 1970, inicialmente no estado de São Paulo. Com o tempo, a produção migrou para estados como Bahia e Espírito Santo, em razão de problemas fitossanitários e da busca por regiões com clima mais adequado ao desenvolvimento da fruta.






