A possibilidade de oceanos escondidos sob quilômetros de gelo em outros planetas tem colocado pesquisadores da NASA em alerta. Estudos recentes reforçam que luas como Europa, de Júpiter, e Encélado, de Saturno, podem abrigar vastas reservas de água líquida sob crostas congeladas.
Em Encélado, jatos de vapor e partículas são expelidos para o espaço por meio do chamado criovulcanismo. Esse fenômeno permite que sondas coletem material do interior sem a necessidade de perfurar a camada de gelo. No entanto, cientistas alertam que o percurso da água até o espaço pode alterar as moléculas orgânicas, escondendo possíveis indícios biológicos.
Antártica vira laboratório natural
Para entender como esses indícios podem ser transformados no caminho até o espaço, pesquisadores norte-americanos viajaram até a região do Mar de Weddell, na Antártida. O ambiente permanentemente coberto por gelo e com pouca incidência de luz é considerado análogo aos chamados “mundos oceânicos”.
Durante a expedição, amostras foram coletadas tanto na superfície congelada quanto em grandes profundidades, incluindo áreas influenciadas pela Corrente Circumpolar Antártica. Parte do material será analisada diretamente e outra será submetida a um simulador de criovulcanismo em laboratório, onde a água é exposta a condições semelhantes às do espaço.
Busca por vida além da Terra
Os cientistas investigam como sais, aminoácidos e outros compostos orgânicos reagem ao congelamento e à baixa pressão. A comparação entre as amostras originais e as submetidas ao simulador poderá indicar quais compostos sobrevivem ao processo.
Se confirmados, esses parâmetros ajudarão futuras missões espaciais a identificar sinais mais confiáveis de oceanos subterrâneos em planetas e luas geladas.






