O futebol brasileiro terá o impedimento semiautomático em 2026. Ao menos é o que garante Samir Xaud, atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em entrevista ao Seleção sportv, o mandatário revelou que já foram realizados encontros com árbitros sobre a tecnologia utilizada na Copa do Mundo de Clubes da FIFA.
“Investimento alto que a CBF vai fazer. Ano que vem teremos, sim, o impedimento semiautomático. Queremos dar início a essa ferramenta. Estamos trabalhando”, disse Samir Xaud. O impedimento semiautomático prevê recurso tecnológico para desenvolver uma recriação em 3D do lance, o que é apresentado aos juízes para o veredito do lance.
A tecnologia atual do VAR custa mais de R$ 20 mil por partida. A CBF estima cerca de R$ 100 mil por jogo para a importação da tecnologia – com 12 câmeras especiais e instalações em estádios de diversos tamanhos e com diferentes características Brasil afora.
O sistema se popularizou na Copa do Mundo do Catar, em 2022, mas a tecnologia também foi utilizada na Champions League e na Copa do Mundo de Clubes de 2025. Segundo Samir Xaud, o impedimento semiautomático estará presente em jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.
Impedimento semiautomático: o que é e como funciona
- O que é: É uma tecnologia usada para auxiliar os árbitros na identificação de impedimentos. Funciona como uma combinação de análise humana e recursos tecnológicos avançados.
- Como funciona: Sensores e câmeras especiais capturam a posição dos jogadores em campo. Um sistema computacional gera uma linha virtual e indica possíveis situações de impedimento em tempo real.
- Interação com o VAR: O árbitro não decide sozinho; o sistema fornece uma sugestão que é revisada pelo árbitro principal e pelo VAR antes de validar ou anular o lance.
- Benefícios: Aumenta a precisão nas decisões de impedimento, reduz erros humanos e agiliza a revisão de lances polêmicos.
- Custos: A tecnologia é cara, envolvendo múltiplas câmeras de alta precisão e sistemas de processamento em tempo real.






