Metade da Europa enfrentou um colapso nesta semana por causa da neve, resultando em centenas de voos cancelados, milhares de passageiros retidos e sérios transtornos no transporte terrestre, com engarrafamentos que se estenderam por quilômetros. Aeroportos em Paris, Bruxelas e Amsterdã precisaram suspender centenas de voos na última quarta-feira (7).
Além disso, milhares de quilômetros ficaram congestionados, trens e ônibus foram cancelados, e cerca de 15 mil pessoas ficaram sem eletricidade e isoladas na Sérvia e na Bósnia-Herzegovina. No norte e noroeste da França, a neve acumulou entre cinco e oito centímetros, provocando engarrafamentos que somaram mais de 1.600 quilômetros.
Na região metropolitana de Paris, a circulação dos ônibus urbanos foi interrompida, e a autoridade de transporte Ile de France Mobilités recomendou que os passageiros verifiquem a disponibilidade de meios de locomoção antes de saírem de casa. Os metrôs, trens suburbanos e bondes, porém, continuram operando normalmente.
Problemas semelhantes foram registrados na Bélgica e na Holanda. No aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, mais de 800 voos foram cancelados, enquanto a imprensa belga informou que os congestionamentos nas rodovias nacionais ultrapassaram 800 quilômetros.
A nevasca mais forte dos últimos anos
As nevascas que atingem a Hungria há vários dias são as mais intensas registradas em quase 14 anos. Em diversas regiões, a neve acumulou até 40 centímetros, causando atrasos significativos no transporte ferroviário e urbano. O Serviço Nacional de Emergências Médicas (OMSZ) realizou um número recorde de 4.690 atendimentos em todo o país.
O aeroporto internacional Liszt Ferenc também foi impactado, com voos para Londres, Paris e Amsterdã cancelados devido às condições climáticas. Além disso, várias rodovias enfrentam congestionamentos, linhas de transporte urbano ficaram temporariamente paralisadas e o tráfego ferroviário sofreu atrasos.






