A frota americana, que se aproximou da costa da Venezuela nesta semana, com três destróieres — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — equipados com o sistema de combate Aegis e mísseis guiados, agora também conta com um Boeing 737 da Marinha e um E-3 Sentry da Força Aérea dos Estados Unidos.
Todos integram um destacamento cujo objetivo seria combater o tráfico de drogas e exercer pressão sobre o governo venezuelano. As duas aeronaves foram avistadas próximas à costa da Venezuela nesta quarta-feira (21).
De acordo com o portal especializado em aviação Aeroin, o Boeing P-8 Poseidon está operando a partir de Porto Rico, realizando voos circulares próximos a Aruba, ilha localizada ao norte da Venezuela. Já o Boeing E-3 Sentry, usado para identificar possíveis alvos aéreos, é uma versão do 707 equipada com radar aéreo e também foi avistado na mesma região, segundo a publicação.
A Marinha dos Estados Unidos iniciou na sexta-feira a mobilização de mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para as águas da América Latina e do Caribe, conforme informou a rede CNN. A ação integra um reposicionamento mais amplo de ativos militares na área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA (Southcom), em andamento desde o início do mês.
Resposta da Venezuela
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a mobilização de 4,5 milhões de paramilitares em todo o país, em resposta ao que classificou como “ameaças” dos Estados Unidos. Em meio a essas tensões, a porta-voz do governo americano, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump pretende empregar “toda a força” contra o regime de Maduro.
O governo de Trump chegou a dobrar para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do líder venezuelano, sob a alegação do Departamento de Justiça de que Nicolás Madura seria líder do Cartel de los Soles.






