Dono de um assustador histórico, o trem que viajava de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, a Puerto Suárez, na fronteira com a cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, acabou ganhando o apelido de “Trem da Morte” em meados da década de 1950.
E vale destacar que a escolha é justificável, pois além de ter ficado conhecido por transportar passageiros em condições insalubres, na década de 1990, o veículo chegou a ser utilizado por traficantes para o transporte de cocaína.
Contudo, apesar de seus antecedentes, o Ministério de Obras Públicas, Servicios y Vivienda (MOPSV), da Bolívia, confirmou o retorno do trem aos trilhos a partir desta sexta-feira (27), fazendo um trajeto muito semelhante ao original.
Sob a administração da Empresa Ferroviária Oriental S.A., o transporte percorre cerca de 600 quilômetros. E de acordo com as informações divulgadas, as passagens para embarcar na viagem custam entre R$ 164 e R$ 200.
Além disso, a retomada também promete oferecer uma experiência mais atrativa para o turismo, além de garantir mais acessibilidade e conforto. Desta forma, há chances de que o “Trem da Morte” possa finalmente se despedir de seu antigo apelido.
Atividades de trem foram interrompidas em 2020
Apesar de sua história marcada por episódios sombrios, o “Trem da Morte” seguiu operando normalmente até 2020. A circulação só foi suspensa após o fechamento de fronteiras imposto pela pandemia de Covid-19.
Mas é importante destacar que a interrupção das atividades não representou apenas uma pausa operacional, mas também a oportunidade para uma profunda reestruturação do transporte, encerrando falhas históricas que, por décadas, justificaram o apelido pejorativo.
A atual versão do trem tem capacidade para 42 passageiros no total e, de acordo com a diretora de la Unidad Técnica de Ferrocarriles, Cynthia Aramayo, pode servir tanto como uma atração turística de sucesso quanto uma ferramenta para divulgar o potencial ferroviário boliviano.






