A ideia de levar para casa um carro usado importado ou com apelo esportivo costuma seduzir muitos consumidores. Preços abaixo do esperado, visual marcante e a promessa de uma experiência de direção diferenciada fazem esses modelos parecerem ótimas oportunidades. No entanto, nem sempre o custo real está visível no momento da compra. Em muitos casos, a manutenção complexa e o preço das peças transformam o negócio em dor de cabeça.
Especialistas alertam que alguns veículos, apesar do valor atraente no mercado de usados, podem exigir gastos elevados para se manterem rodando. A seguir, três exemplos de modelos que costumam pesar no bolso do proprietário, segundo análises do setor automotivo.
Chevrolet Captiva: visual atraente, manutenção difícil
Lançado no Brasil em 2008, o Chevrolet Captiva chamou atenção pelo porte e pela lista de equipamentos. Com o tempo, passou a contar com o motor 2.4 Ecotec, que na linha 2011 entregava bom desempenho para a proposta. O problema surge anos depois da compra.
De acordo com profissionais da área, seguradoras já evitam oferecer cobertura para unidades mais antigas, além da escassez de peças de reposição, principalmente de acabamento. Há casos em que o valor do conserto supera o preço do próprio carro. Problemas recorrentes em suspensão, transmissão e sistemas eletrônicos também afastam mecânicos especializados. Na Tabela Fipe, os valores variam entre R$ 36 mil e R$ 90 mil.
Ford Fusion: conforto que cobra seu preço
O Fusion chegou ao mercado nacional em 2006 e rapidamente ganhou espaço entre os sedãs médios. Mesmo com boa engenharia, a dificuldade para encontrar componentes faz do modelo uma compra arriscada. A situação se agrava na versão híbrida, já que a bateria de íon de lítio pode custar mais do que o valor de mercado do veículo, que gira em torno de R$ 50 mil.
Fiat 500: charme que exige cautela
O compacto italiano desembarcou no Brasil em 2009 e conquistou fãs pelo design e pela proposta urbana. Apesar disso, o modelo enfrenta limitações práticas e alto custo de manutenção. Peças específicas, falta de compatibilidade entre versões e reparos caros tornam o Fiat 500 mais indicado como segundo carro ou opção para uso eventual. Hoje, um exemplar 2015 tem valor médio acima de R$ 50 mil, mas pode gerar gastos que surpreendem o comprador.






