A Colossal Biosciences voltou a chamar atenção no mundo científico ao anunciar um novo projeto ambicioso: trazer de volta o bluebuck, também conhecido como antílope-azul, espécie considerada extinta há cerca de 200 anos. A empresa, sediada em Dallas, já ganhou notoriedade por pesquisas envolvendo o lobo-terrível geneticamente modificado e projetos ligados ao mamute-lanoso, dodô e tigre-da-tasmânia.
O bluebuck habitava regiões do sul da África e é considerado o único grande mamífero africano a desaparecer durante a história registrada. Especialistas apontam que sua extinção ocorreu rapidamente devido à caça excessiva durante o período colonial, além da perda de habitat e da competição com rebanhos bovinos por áreas de pastagem.
Segundo Ben Lamm, CEO da Colossal Bioscience, o projeto representa uma oportunidade de corrigir erros históricos provocados pela ação humana. Já Beth Shapiro, diretora científica da empresa, afirmou que o caso do antílope-azul é um exemplo claro de uma extinção causada diretamente pelos seres humanos e que a tecnologia atual pode permitir a reversão desse desaparecimento nos próximos anos.
A iniciativa reforça o avanço das pesquisas em biotecnologia e genética voltadas à chamada “desextinção”, área que busca recriar espécies perdidas utilizando DNA preservado e engenharia genética. Embora ainda existam desafios técnicos e debates éticos sobre o tema, o projeto da Colossal já desperta enorme curiosidade entre cientistas e defensores da conservação ambiental.
Projeto na África marca nova etapa da empresa
O bluebuck se tornou a primeira grande aposta da Colossal Biosciences envolvendo os bovídeos, grupo de animais que inclui bovinos, búfalos, cabras e antílopes. O projeto também marca a primeira iniciativa da empresa focada diretamente na África continental, ampliando os trabalhos que antes estavam concentrados em outras regiões do planeta.
Os estudos começaram em 2024, quando cientistas da companhia extraíram DNA de um espécime preservado no Museu Sueco de História Natural. A partir desse material genético, os pesquisadores conseguiram reconstruir o genoma do animal e identificar características marcantes da espécie, como a pelagem azul-acinzentada, a mancha branca próxima aos olhos e os longos chifres curvados.






