O ator Elias Gleizer, conhecido por dar vida a personagens marcantes na televisão brasileira, teve um desfecho trágico em 2015. No dia 6 de maio daquele ano, enquanto seguia para uma consulta odontológica em Copacabana, no Rio de Janeiro, sofreu um acidente em uma escada rolante dentro de uma galeria. A queda resultou em fraturas em cinco costelas e perfuração no pulmão.
Socorrido imediatamente, Gleizer foi levado ao Hospital Copa D’Or, onde permaneceu internado por dez dias em tratamento intensivo. Apesar dos esforços médicos, não resistiu às complicações. Em 16 de maio, faleceu em decorrência de falência circulatória provocada por broncopneumonia, consequência direta das lesões sofridas no acidente.
Início da carreira e primeiros papéis
Nascido em São Paulo, em 1934, filho de imigrantes poloneses, Elias Gleizer iniciou a trajetória artística em apresentações amadoras de teatro, onde logo se destacou. O primeiro grande passo na televisão ocorreu em 1959, na TV Tupi, emissora pela qual participou de 25 novelas ao longo de quase vinte anos. Posteriormente, trabalhou também na TV Bandeirantes e no SBT, até consolidar sua carreira na TV Globo.
Personagens marcantes na memória do público
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Gleizer esteve presente em mais de 50 produções televisivas. Ganhou destaque ao interpretar figuras paternas e avôs carismáticos, além de religiosos que marcaram o imaginário popular. Entre seus papéis mais lembrados estão Tio Zé, em “Sonho Meu”, Vô Pepe, em “Era Uma Vez”, e Padre Olavo, de “Terra Nostra”, reprisada recentemente.
Essas atuações lhe garantiram lugar de afeto entre diferentes gerações de telespectadores, que reconheceram em seus personagens ternura e humanidade.
Últimos trabalhos e legado
O último papel de Gleizer foi em “Boogie Oogie”, exibida em 2014. Pouco antes de sua morte, participou da celebração dos 50 anos da TV Globo, em abril de 2015, reafirmando o vínculo de longa data com a emissora.
Com sua partida, a dramaturgia brasileira perdeu um intérprete que soube transformar papéis simples em figuras inesquecíveis, sempre carregadas de emoção e proximidade com o público.






