O agronegócio brasileiro continua sendo a principal fábrica de bilionários do país, conforme aponta o ranking da Forbes de 2025. Ao todo, 39 nomes diretamente ligados ao campo figuram na lista dos 300 brasileiros mais abastados, todos detentores de patrimônios individuais que superam a marca de um bilhão de reais. Coletivamente, esses empresários controlam uma fortuna impressionante de 382,8 bilhões de reais. A pujança do segmento é tão concentrada que apenas os dez primeiros colocados desse grupo detêm quase 250 bilhões de reais.
A amplitude do setor nas grandes fortunas
A lista reflete a complexidade do agronegócio moderno, abrangendo muito mais do que a simples produção de grãos. O levantamento inclui líderes de indústrias de papel e celulose, fertilizantes, energia limpa, madeira e grandes frigoríficos. Esse modelo segue a lógica das cadeias de valor integradas, onde a riqueza é gerada tanto no fornecimento de insumos quanto no processamento final de alimentos e bebidas. Entre os nomes de maior peso estão os irmãos Joesley e Wesley Batista, que comandam a JBS, o empresário Rubens Ometto, da Cosan, e Ricardo Faria, à frente da Granja Faria.
Os protagonistas do capital agroindustrial
Além dos nomes ligados à proteína animal, como Marcos Molina e Fernando Queiroz, a lista destaca o poderio de famílias tradicionais como os Maggi e os clãs Dias Branco, Vontobel e Logemann. No entanto, o topo do pódio setorial permanece com investidores que diversificaram seus ativos globalmente. É o caso de Carlos Alberto Sicupira e, principalmente, de Jorge Paulo Lemann, que lidera o grupo com uma fortuna estimada em 88 bilhões de reais.
O império diversificado de Jorge Paulo Lemann
Aos 85 anos, Lemann ocupa a terceira posição entre as pessoas mais ricas do Brasil. Sua base de riqueza está ancorada na gigante cervejeira AB Inbev e na 3G Capital. Um ponto central de sua estratégia de investimentos é a presença em conglomerados globais de alimentação, sendo ele um dos donos de marcas icônicas como a rede de fast-food Burger King e a Tim Hortons. Recentemente, seu grupo de investimentos expandiu a atuação para o mercado de vestuário com a compra da Skechers por mais de 9 bilhões de dólares, demonstrando uma gestão ativa que ultrapassa os limites do setor de bebidas e investimentos imobiliários.






