O safety car utilizado na etapa final da temporada 2021 da Fórmula 1 foi colocado à venda na Inglaterra por 600 mil libras esterlinas, o equivalente a cerca de R$ 4,2 milhões na cotação atual. O veículo entrou para a história por ter sido peça central na decisão mais polêmica dos últimos anos da categoria, justamente na corrida que definiu o título mundial daquele ano.
O modelo é um Aston Martin Vantage, batizado de SC02 VIN N00045, equipado com motor V8 4.0 litros e 510 cavalos de potência. Com dois assentos, o carro acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,6 segundos e pode atingir velocidade máxima de 314 km/h. Ao longo de 20 corridas entre 2021 e 2023, percorreu mais de 4 mil quilômetros nos principais circuitos do automobilismo mundial.
A aparição mais marcante ocorreu no GP de Abu Dhabi, em 12 de dezembro de 2021, quando Max Verstappen conquistou seu primeiro título mundial ao superar Lewis Hamilton na última volta. Os dois chegaram à corrida empatados em pontos. Hamilton liderava até que um acidente de Nicholas Latifi provocou a entrada do safety car a poucas voltas do fim.
A decisão do então diretor de provas da FIA, Michael Masi, de liberar apenas parte dos retardatários antes da relargada gerou controvérsia. Com pneus novos, Verstappen ultrapassou Hamilton na última volta e garantiu o título. A polêmica levou a protestos da Mercedes e a um relatório da FIA que reconheceu “erro humano” no caso.
Temporada 2026 começa em março e promete novo capítulo na categoria
A temporada 2026 da Fórmula 1 está prevista para começar em 8 de março, com o tradicional GP de abertura na Austrália, em Melbourne, marcando o início de um calendário que deve se estender até o início de dezembro. Ao longo do ano, as equipes disputarão mais de 20 etapas em diferentes continentes, consolidando o campeonato como um dos eventos esportivos mais globais do planeta.
O encerramento está programado para 6 de dezembro, no circuito de Abu Dhabi, mantendo a tradição recente da categoria. A temporada também será a primeira sob o novo regulamento de motores, que entra em vigor em 2026, prometendo mudanças técnicas importantes e uma nova dinâmica competitiva entre as equipes e fabricantes.






