Até dezembro do ano passado, uma parcela significativa da população brasileira recebia R$ 1.518 mensais, sendo este o valor que correspondia ao salário mínimo da época. Contudo, a partir de fevereiro de 2026, esse cenário começou a mudar.
Isso porque o atual Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) definido pelo governo federal, que também serve para estabelecer o valor do salário mínimo, entrou em vigor em janeiro e resultou em um aumento de R$ 103 no pagamento dos meses posteriores.
De acordo com o documento, o novo piso nacional é de R$ 1.621, sendo este o valor resultante do cálculo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.
É importante lembrar que, originalmente, o plano do governo era de fixar o montante em R$ 1.630. Porém, como o INPC acumulado acabou apresentando um recuo, o valor final acabou sendo alterado.
Ainda assim, o acréscimo de R$ 103 foi definido como histórico, sendo este o maior aumento do montante nos últimos 50 anos, conforme definido pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante apresentação da proposta orçamentária no ano passado.
Aumento no salário mínimo também contempla beneficiários da Previdência e programas sociais
Vale ainda destacar que, quando o valor do salário mínimo é elevado, não são apenas os trabalhadores de carteira assinada (CLT) que acabam sendo privilegiados no processo, já que o montante também serve de base para benefícios sociais e previdenciários.
Neste caso, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem o piso da aposentadoria também passaram a receber R$ 1.621 por mês, o que pode fazer diferença no orçamento.
Além disso, cidadãos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), exclusivo para idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência que não conseguiram contribuir com a Previdência, também tiveram direito ao aumento.






