A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) revisou a estimativa de prejuízo em 2025 e os números são menores do que a empresa vinha mensurando ao longo do ano. Mesmo assim, a estimativa ainda é alarmante.
Um documento interno elaborado pela Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI), obtido pelo g1, aponta que o déficit projetado para 2025 é de R$ 5,8 bilhões, valor inferior à previsão anterior, que indicava perdas na casa dos R$ 6 bilhões até o terceiro trimestre.
Apesar da redução, a situação está longe de ser confortável. A própria diretoria reconhece que a melhora na projeção ocorreu após a adoção de medidas emergenciais, incluindo o adiamento de pagamentos para preservar o fluxo de caixa e garantir a continuidade das operações.
Postergamentos e impacto no caixa
Segundo o relatório, cerca de R$ 3,1 bilhões em pagamentos foram reprogramados. Entre as despesas afetadas estão pagamentos a fornecedores, benefícios, obrigações trabalhistas e tributos.
A estatal afirma que a decisão de reprogramar esses pagamentos seguiu as diretrizes definidas por um comitê de contingência criado em junho de 2025 para coordenar prioridades financeiras.
Ainda assim, o documento admite que o aumento de despesas e a não realização da receita conforme planejado agravaram a situação financeira, criando um ciclo de dificuldades com impacto na regularidade das operações e negócios.
2026 pode ser ainda pior
Na tentativa de melhorar a situação, os Correios contrataram R$ 13,8 bilhões em empréstimos no último ano. No entanto, a maior parte dos recursos só entrou no caixa da empresa no penúltimo dia do ano.
O cenário ainda pode piorar, já que a projeção do déficit para 2026 é ainda maior. A estimativa interna aponta que o prejuízo pode alcançar R$ 9,1 bilhões neste ano, superando o número atual.






