O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, voltou a ser assunto no último fim de semana, mas desta vez por um motivo inusitado: sua ausência na inauguração da nova megaloja da empresa em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, chamou atenção e gerou preocupação entre fãs e apoiadores.
O motivo foi uma cirurgia de emergência no braço, que o levou à internação hospitalar. A assessoria de imprensa confirmou que o procedimento foi necessário para conter uma inflamação e, embora tenha ocorrido de forma repentina, Hang se recupera bem e deve receber alta entre esta segunda-feira (10) e terça-feira (11).
O fato de o estado de saúde de um empresário gerar tanta comoção pública não é comum, mas o caso de Luciano Hang é uma exceção.
Conhecido pelo estilo extravagante e presença ativa nas redes sociais, ele cultiva uma base fiel de seguidores e simpatizantes, que o enxergam como um símbolo de sucesso empresarial brasileiro.
No entanto, o que muitos desses admiradores desconhecem é que, antes de se tornar um dos nomes mais reconhecidos do varejo nacional, Hang enfrentou uma trajetória de incertezas, derrotas e tentativas frustradas de manter o próprio negócio. A fortuna que ele exibe hoje quase não existiu.
Dono da Havan chegou próximo da falência, quase quebrou e por muito pouco não ficou pobre
Natural de Brusque, em Santa Catarina, Hang começou a carreira como funcionário de uma pequena loja de tecidos nos anos 1980. O salário modesto e as dificuldades do setor quase o fizeram desistir do comércio.
No entanto, ele decidiu tentar um caminho diferente: passou a vender tecidos importados diretamente ao consumidor, eliminando os intermediários, algo pouco convencional na época.
A aposta era ousada, e o retorno não foi imediato. Em vez do sucesso imediato, ele enfrentou três falências consecutivas.
A cada queda, Hang precisava recomeçar do zero. Dormiu dentro da própria loja para cortar custos e evitar novos prejuízos, enquanto buscava um modelo de negócio que funcionasse de fato.
A virada veio quando decidiu apostar em lojas de grande porte, com forte apelo visual e identidade inspirada em elementos da cultura americana, especialmente após viagens aos Estados Unidos.
Assim nasceu a primeira unidade da Havan com a fachada azul, branca e a famosa réplica da Estátua da Liberdade, que, na época, quase causou o fechamento do estabelecimento por violar normas urbanísticas locais.
A estratégia deu certo. Aos poucos, o estilo ousado e o foco em grandes lojas atrativas transformaram a Havan em uma potência do varejo. Hoje, são mais de 180 unidades espalhadas pelo Brasil, além de milhares de funcionários e presença constante na mídia.
A imagem de Hang, sempre vestindo verde e amarelo, com discursos nacionalistas e postura teatral, consolidou-se como parte da identidade da marca.
Dono da Havan foi internado mas deve receber alta em breve
No episódio recente, mesmo hospitalizado, o empresário gravou um vídeo para saudar a equipe e os clientes da nova loja em Uruguaiana.
No vídeo, disse lamentar não estar presente e destacou a importância da inauguração. A cirurgia, segundo ele, foi necessária para tratar uma inflamação no braço que se agravou rapidamente.
Apesar da urgência, Hang afirmou estar bem e pronto para retomar as atividades em breve.
O dono da Havan, que já esteve à beira da falência, agora é visto como símbolo de superação, alguém que quase perdeu tudo, mas que transformou tropeços em alicerces para um império.






