Mais de dez anos depois de assistir à queda de seu império, Eike Batista busca reescrever sua trajetória — e parece não ter desistido de arriscar alto. O empresário, que já foi o sétimo homem mais rico do mundo, com fortuna estimada em mais de US$ 30 bilhões pela Forbes, participou recentemente como palestrante do Painel GCB “O valor da incerteza”.
Durante o encontro, Eike refutou a fama de aventureiro nos negócios. “Todo mundo acha que eu fui quem mais assumiu riscos no Brasil, mas, na verdade, sou um exímio buscador de oportunidades”, afirmou. Ele destacou que nunca investiu em projetos que não oferecessem margens de pelo menos 60% e potencial de retorno entre 10 e 100 vezes.
A história de Eike contrasta fortemente com a queda do Grupo X, que desmoronou quando a petroleira OGX — pilar do conglomerado — abandonou a exploração na Bacia de Campos. As ações despencaram, arrastando as demais empresas do grupo, e em pouco tempo a fortuna de Eike caiu para cerca de R$ 3 bilhões, aproximadamente 10% do valor que possuía um ano antes.
Além disso, o empresário enfrentou o descrédito do mercado e foi preso duas vezes durante a Operação Lava-Jato, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e uso de informação privilegiada. Sua trajetória intensa chegou a inspirar um filme em 2022, e ele também se tornou meme nas redes sociais ao se aventurar na carreira de influenciador de empreendedorismo.
Atualmente, Eike aposta em uma nova estratégia. Ele apresenta projetos inovadores, como a supercana, capaz de produzir até 12 vezes mais bagaço por hectare e gerar fibras biodegradáveis; um porto em Peruíbe (SP), a 70 km de Santos, destinado a receber supernavios chineses; e até uma mineradora voltada ao aproveitamento de rejeitos.






