No mesmo ano em que o salário mínimo nacional foi fixado em R$ 1.621, os cofres federais registraram entrada bilionária logo no primeiro mês. A Receita Federal informou que a arrecadação somou R$ 325,8 bilhões em janeiro, o maior resultado já observado para o período desde 1995.
O avanço foi de 3,56% na comparação com janeiro do ano anterior, já descontada a inflação. O desempenho é atribuído à atividade econômica mais aquecida e a mudanças tributárias adotadas nos últimos anos.
Alta em impostos sobre crédito e capital
Entre as fontes que mais cresceram está o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital, que apresentou aumento expressivo, totalizando R$ 14,68 bilhões. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também teve um grande salto, consequência da elevação de alíquotas, resultando em R$ 8 bilhões.
As contribuições previdenciárias ultrapassaram R$ 63 bilhões, acompanhando o crescimento da massa salarial. Já PIS e Cofins avançaram com o aumento das vendas no comércio e no setor de serviços.
A arrecadação com apostas eletrônicas também começou a ganhar peso, somando R$ 1,5 bilhão no mês. Medidas como a tributação de investimentos no exterior, a reoneração gradual da folha e a retomada de impostos sobre combustíveis também reforçaram a arrecadação.
Meta fiscal sob pressão
O resultado ocorre em um momento em que o governo busca cumprir a meta fiscal de 0,25% do PIB em 2026, mas isso depende da manutenção do ritmo de arrecadação ao longo do ano.
Mesmo com recorde de receitas, projeções indicam que o equilíbrio das contas do governo ainda é desafiador, diante do crescimento das despesas obrigatórias.






