Uma boletim recente, publicado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF) revelou que a humanidade pode estar prestes a enfrentar um fenômeno de intensidade rara que promete alterar patamares históricos.
Isso porque, de acordo com especialistas da organização, um Super El Niño, que é uma variante mais potente do conhecido fenômeno caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, pode se formar ainda esse ano.
Para o professor da Universidade Estadual de Nova York Paul Roundy, o evento apresenta potencial para se consolidar como o El Niño mais forte dos últimos 140 anos, alterando drasticamente as temperaturas e regime de chuvas por todo o mundo.
No continente americano, os impactos serão nítidos, já que enquanto países como Peru e Equador deverão enfrentar chuvas fortes e inundações, locais como o sul dos Estados Unidos e outras partes da América do Sul registrarão ondas de calor frequentes.
Além disso, no norte do Brasil, o clima de seca deve prevalescer, assim como em grande parte da América Central. E vale destacar que, segundo a previsão da ECMWF, o Super El Niño deve começar a se manifestar a partir de outubro.
Especialistas emitem alerta para riscos de calor excessivo
Os meteorologistas também destacaram que, mais do que bagunçar o clima em diversos continentes, o Super El Niño também pode fazer com que os termômetros registrem temperaturas recorde a partir de 2027.
Afinal, como o planeta tem concentrado níveis elevados de gases de efeito estufa, a dissipação do calor liberado pelo fenômeno tende a ser mais limitada. Com isso, é provável que as temperaturas fiquem excessivamente elevadas.
É relevante destacar que, caso as previsões dos especialistas se confirmem, 2027 pode se consolidar como o novo recordista absoluto de calor, superando até mesmo as marcas históricas que foram registradas em meados de 2015.






