Após semanas em evidência pelo aumento de seu desempenho comercial, a montadora chinesa BYD voltou a protagonizar polêmicas envolvendo condições de trabalho por conta do surgimento de uma nova denúncia.
De acordo com informações divulgadas em uma reportagem da rede CBC News, o caso teria ocorrido durante o processo de construção de uma nova fábrica da empresa, localizada na cidade de Szeged, na Hungria.
Um levantamento realizado pela organização China Labor Watch revelou que trabalhadores chineses envolvidos na obra teriam sido obrigados a enfrentar jornadas de até 14 horas por dia, com muitos repetindo a carga horária nos sete dias da semana.
Além disso, os operários também relataram ter sofrido com atrasos salariais extensos, só conseguindo ter acesso aos valores após retornarem para a China em uma parcela significativa dos casos.
A reportagem também revelou que muitos trabalhadores acabaram sendo obrigados a arcar com taxas para conseguir o emprego, o que gerou-lhes grandes dívidas. Por conta das alegações, a investigação do caso determinou que, de fato, os trabalhadores foram expostos a práticas de trabalho forçado.
BYD ainda não se manifestou sobre o caso
É relevante destacar que esta não é a primeira vez que a BYD se torna alvo de investigações por suspeitas de trabalho forçado, tendo em vista que, no final de 2024, um caso semelhante também foi registrado no Brasil.
Apesar disso, até o momento, a montadora chinesa ainda não se manifestou publicamente sobre a nova denúncia, chegando até mesmo a ignorar os pedidos de posicionamento feitos pela CBC News.
Na controvérsia anterior, a BYD atribuiu a responsabilidade a empresas terceirizadas, responsáveis pela contratação dos trabalhadores, em uma tentativa de se desvincular do caso. E como o caso da Hungria apresenta condições parecidas, investigadores avaliam que a mesma estratégia pode ser adotada, o que tende a dificultar a identificação de responsáveis.






