Abastecer o carro pesa cada vez mais no bolso em muitos países, especialmente em períodos de instabilidade internacional e alta do petróleo. Mesmo assim, a realidade não é igual em toda a América do Sul, já que cada nação adota regras próprias para definir o preço dos combustíveis.
Enquanto alguns governos repassam rapidamente as variações do mercado internacional, outros seguem caminhos diferentes, usando subsídios e controles internos. Esse contraste ajuda a explicar por que existe uma diferença tão grande no valor da gasolina entre países que ficam relativamente próximos uns dos outros.
País vizinho do Brasil tem a gasolina mais barata da América do Sul
O país que aparece com a gasolina mais barata da América do Sul é a Venezuela, que faz fronteira com o Brasil. Dados da Global Petrol Prices mostram que, mesmo em meio a dificuldades econômicas, o valor cobrado nos postos venezuelanos segue muito abaixo do restante da região.
Esse preço extremamente baixo é resultado de um forte subsídio estatal mantido há anos. O governo banca grande parte do custo do combustível, o que faz com que abastecer no país custe apenas alguns centavos de dólar por litro, um valor considerado simbólico quando comparado aos padrões internacionais.
Apesar de liderar o ranking da gasolina mais barata, a situação não é tão simples. O preço subsidiado vale apenas para uma quantidade limitada de litros por mês e para pessoas cadastradas em programas sociais do governo. Quem ultrapassa esse limite já paga mais caro. Além disso, em períodos de falta de combustível, surge um mercado paralelo, onde os valores podem ser bem mais altos do que os oficiais.
Mesmo com esses obstáculos, a Venezuela continua sendo o exemplo mais extremo de combustível barato na América do Sul, superando com folga países como Bolívia e Paraguai.
Por que existe tanta diferença no preço da gasolina entre os países
A grande variação no preço da gasolina na América do Sul está ligada a fatores como subsídios, produção de petróleo e capacidade de refino. Países que produzem petróleo e optam por bancar parte do custo ao consumidor conseguem manter valores artificialmente baixos, como acontece na Venezuela e também na Bolívia, que aparece logo atrás no ranking.
No caso boliviano, o preço reduzido também depende de um pesado gasto público. Estimativas locais indicam que o país destina bilhões de dólares por ano para manter o combustível barato, o que gera debates internos sobre o impacto dessa política na economia.
Já em nações como o Brasil, o preço da gasolina fica em uma faixa intermediária. O valor reflete custos de produção, impostos e oscilações do mercado internacional. Em outros países da região, como Chile e Uruguai, a gasolina é ainda mais cara, justamente por haver menos subsídios diretos e maior repasse das variações globais.
Segundo especialistas, além da política interna, conflitos internacionais e a oferta global de petróleo também influenciam diretamente os preços. Quanto menor a dependência externa e maior a intervenção do Estado, menor tende a ser o valor final pago pelo consumidor.






