O Flamengo encarou o Paris Saint-Germain, atual campeão da Champions League, na final do Mundial Intercontinental e saiu de campo com a sensação de que poderia ter ido além. A equipe comandada por Filipe Luís fez um jogo equilibrado, criou oportunidades no tempo normal, voltou a ameaçar na prorrogação e só foi superada nos pênaltis, muito por conta da atuação decisiva do goleiro Matvey Safonov. As informações são do UOL.
O rendimento rubro-negro e até as declarações do técnico Luis Enrique, que elogiou o desempenho do adversário, alimentaram a percepção de que a distância técnica entre clubes brasileiros e europeus não é tão grande quanto se imagina. Para parte da torcida, o duelo reforçou a ideia de que esse abismo, ao menos dentro de campo, pode ser reduzido.
Competitividade esportiva já não é exceção
O campeão da Libertadores mostrou que é possível competir de igual para igual com equipes do mais alto nível do futebol europeu. Não foi um caso isolado. Nos últimos meses, clubes como Botafogo, Fluminense, Palmeiras e o próprio Flamengo já haviam apresentado boas atuações contra rivais do Velho Continente em torneios internacionais.
Durante 90 ou até 120 minutos, organização tática, intensidade e talento individual conseguem equilibrar forças. O problema surge quando a análise sai do gramado e entra no campo financeiro.
Diferença de investimento ainda pesa
O PSG desembolsou cerca de 20 milhões de euros, aproximadamente R$ 127 milhões, para contratar Safonov junto ao Krasnodar, da Rússia. O valor, elevado para padrões sul-americanos, foi pago para um jogador que chegou inicialmente como opção no banco de reservas.
Após a saída de Donnarumma, o clube francês foi ao mercado novamente e investiu ainda mais, pagando 30 milhões de euros por Lucas Chevalier, hoje titular da posição. Safonov só atuou na decisão porque o companheiro se recupera de lesão.
Realidade econômica segue distante
No futebol brasileiro, pouquíssimas negociações superaram o valor pago pelo goleiro russo. Investimentos dessa magnitude ainda são exceção e dependem de momentos financeiros muito específicos.
O Flamengo deixou claro no Catar que, esportivamente, pode enfrentar gigantes europeus sem se intimidar. No entanto, os números mostram que a diferença de poder econômico permanece ampla e, ao que tudo indica, difícil de ser superada no curto prazo.






