Originalmente projetado para ser uma universidade, o Palácio dos Bandeirantes se tornou, a partir de 1965, a sede oficial do governo do estado de São Paulo e, consequentemente, a residência oficial do governador.
Todavia, é provável que o edifício perca parte de suas funções em breve, já que nesta segunda-feira (23) dois consórcios protocolaram propostas para o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) destinada à construção e operação de um novo centro administrativo.
Batizado de Centro Administrativo de Campos Elíseos, o prédio, que servirá como nova sede do governo paulista, será construído ao lado do palácio homônimo no bairro de Campos Elíseos e contará com investimentos multibilionários.
Conforme divulgado pelo portal CNN Brasil, aproximadamente R$ 3,4 bilhões dos aportes da obra serão de origem pública, enquanto outros R$ 2,6 bilhões virão de recursos privados, totalizando um investimento de R$ 6 bilhões.
As propostas mais recentes foram feitas pelo consórcio da multinacional espanhola Acciona junto da empreiteira Construcap e pelo grupo MEZ-RZK Novo Centro, e a abertura dos envelopes para definir os vencedores ocorrerá na quinta-feira (26) na sede da B3.
Economia, empregos e aprimoramento urbano: os benefícios do novo aporte
Mais do que substituir o Palácio dos Bandeirantes, o Centro Administrativo de Campos Elíseos marca uma etapa estratégica do Governo de São Paulo para reduzir gastos com aluguéis e manutenção de imóveis, além de promover a centralização da administração estadual.
Além disso, a obra também visa promover a recuperação econômica da área central de São Paulo, incentivando a reocupação e, consequentemente, provocar mudanças funcionais nos arredores.
O aporte multibilionário previsto também deve impulsionar a geração de empregos. A estimativa é de que quase 40 mil postos de trabalho sejam criados durante a fase de obras, além de outros 2,8 mil empregos no processo de desenvolvimento da região, de acordo com o governo.






