Após determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que ao menos 70% da frota do transporte coletivo de Campo Grande voltasse a operar, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano descumpriu a decisão judicial, mantendo o serviço totalmente paralisado. Nesta quinta-feira (18), a greve completa quatro dias.
O Sindicato informou que os trabalhadores só devem retornar às atividades após o pagamento integral dos salários, do 13º e dos vales. Segundo funcionários e o próprio Consórcio Guaicurus — responsável pela gestão do transporte coletivo na cidade —, ainda faltam R$ 1,3 milhão para quitar a folha salarial de dezembro dos motoristas.
No total, a multa aplicada ao sindicato pode chegar a R$ 520 mil, resultado da soma de R$ 20 mil na segunda-feira, R$ 100 mil na terça e R$ 200 mil referentes à quarta e quinta-feira. Desde a última segunda-feira (15), a população, empresários e diversos setores enfrentam os impactos da greve dos ônibus.
Na quarta-feira (17), a Justiça estabeleceu um prazo de 30 dias para que a prefeitura, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) iniciem o processo, indiquem um interventor para o contrato de transporte público e apresentem um plano de ação, sob risco de multa diária de R$ 300 mil.
Impasse entre as partes e greve
O Consórcio afirma não ter recebido todos os repasses financeiros da prefeitura, enquanto a administração municipal garante que os pagamentos foram efetuados. Diante desse impasse, os motoristas decidiram paralisar as atividades na segunda-feira (15), em protesto pelo atraso nos salários.
Desde o início da greve, mais de 100 mil usuários têm sido impactados pela falta de ônibus na capital.






