Em meio a tantas cidades que investem para se tornar cada vez mais modernas, um pequeno município do Centro-Oeste brasileiro parece seguir na direção contrária, apostando na preservação de seu caráter histórico.
Popularmente conhecida como “Goiás Velha”, a cidade de Goiás, que fica no interior do estado homônimo, acabou se consolidando como uma forma de visitar o passado, uma vez que ela parece ter sido esquecida pelo tempo.
Isso porque, além de contar com construções históricas por toda a sua extensão, o local, que já foi a capital de Goiás, ainda mantém um ritmo de vida muito mais tranquilo do que o de outros centros urbanos, criando a sensação de que visitantes e moradores voltaram à década de 1950.
Vale destacar que a presença de estímulos digitais na região também é extremamente limitada, sendo mais comum encontrar os moradores sentados à porta de casa e conversando nas ruas do que mexendo em celulares ou computadores.
E a combinação de todas essas características acabaram levando a cidade a conquistar o título de Patrimônio Mundial da Unesco, reconhecimento que contribuiu ainda mais para preservar a vocação cultural de Goiás Velha nas últimas décadas.
Atrações de Goiás Velho: o que fazer na cidade em que “o tempo parou”?
Embora a sensação de “retorno ao passado” transmitido pela cidade como um todo seja um dos atributos de maior destaque de “Goiás Velha”, é relevante lembrar que o local também possui muitos pontos turísticos e atrações interessantíssimas, como:
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário: construção neogótica de 1934, conta com diversas pinturas barrocas feitas pelo Frei Nazareno Confaloni e serve de palco para a encenação da Última Ceia na Procissão do Fogaréu;
- Casa de Cora Coralina: transformada em um museu, permite que visitantes conheçam detalhes da vida da poetisa por meio de seus objetos pessoais;
- Cerimônias religiosas: além da já citada Procissão do Fogaréu, cerimônias como a da Semana Santa e a Festa do Divino são realizadas anualmente.






