O alargamento da faixa de areia em Itapoá, no Litoral Norte catarinense, segue em ritmo acelerado e já ultrapassou a marca de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos depositados na orla. Segundo o sistema que monitora o aprofundamento do canal externo da baía da Babitonga — área de onde está sendo retirada a areia usada na recomposição costeira —, já foram despejados 2.088.573 m³. O volume corresponde a cerca de 36% dos 5,8 milhões de metros cúbicos previstos para as praias.
A licença ambiental, no entanto, permite um volume ainda maior: até 6,4 milhões de metros cúbicos podem ser usados na orla, além de mais 1 milhão destinado à criação de um banco de areia submerso, estrutura projetada para auxiliar na contenção de ondas e na proteção da costa. Em extensão, os trabalhos já atingiram 3,2 quilômetros dos 8,8 km previstos no projeto.
Dragagem avança e pode ser concluída antes do prazo
A dragagem do canal utilizado pelos portos de São Francisco do Sul e Itapoá começou no início de outubro, com previsão inicial de 13 meses para finalização. A etapa de alargamento da praia teve início no dia 15, e foi oficialmente lançada em uma cerimônia realizada no dia 20.
Com o ritmo atual, a obra deve ser concluída antes do prazo. A estimativa é que todo o processo seja finalizado até julho de 2026. Ao fim dos trabalhos, terão sido removidos 12,6 milhões de metros cúbicos de material. Parte desse volume será direcionada para o alargamento das praias; o restante seguirá para uma área de descarte em mar aberto.
Trechos contemplados e investimento
No momento, as intervenções se concentram na Praia Pontal do Norte, que receberá a maior quantidade de sedimentos. Depois, os trabalhos avançarão para a Princesa do Mar, com término previsto na região da Figueira do Pontal. O projeto de Itapoá é considerado o maior alargamento de praia em execução no Brasil.
O investimento total, incluindo dragagem, recomposição costeira e fiscalização, é de R$ 333 milhões.






