O Valencia CF deu início, nesta semana, a uma das fases mais decisivas da construção do Nou Mestalla, futuro estádio do clube espanhol. Conhecido internacionalmente como o maior “estádio fantasma” do mundo — devido aos anos em que a obra permaneceu paralisada — o projeto começa agora a ganhar forma definitiva com o início da instalação dos pilares que sustentarão a cobertura da arena.
Instalação dos primeiros pilares da cobertura
Na segunda-feira (24), chegaram ao canteiro de obras os primeiros componentes metálicos que darão suporte à estrutura superior do estádio. Cada peça possui cerca de 38 metros de altura e pesa mais de 30 toneladas, transportada em comboios especiais devido ao tamanho e à complexidade logística. Segundo o clube, essa etapa tornará o avanço da construção visivelmente perceptível nas próximas semanas, já que os demais elementos estruturais serão montados em sequência.
Após a montagem inicial, terão início as instalações das torres de escadas, seguidas pelo anel estrutural que formará a base da grande cobertura. Essa área é considerada o coração tecnológico da obra, pois envolve cálculos precisos e modelagem de engenharia de alta complexidade.
Cobertura exige tecnologia avançada
A cobertura do Nou Mestalla é apontada como o ponto mais sofisticado do projeto. Para desenvolvê-la, engenheiros utilizaram programas modernos de modelagem tridimensional e técnicas matemáticas específicas para garantir segurança, resistência e eficiência estrutural. A expectativa é que a obra transforme completamente o visual do estádio, que ficará mais próximo da versão final divulgada no projeto original.
Estádio mira Copa do Mundo de 2030
Projetado para ser um dos centros esportivos e de entretenimento mais modernos da Europa, o novo estádio tem inauguração prevista para 2027. Além de receber jogos do Valencia, existe a possibilidade de o espaço integrar os palcos da Copa do Mundo de 2030, que terá como sede conjunta Espanha, Portugal e Marrocos.
Com a retomada das obras e os avanços estruturais, o clube espanhol espera finalmente transformar o antigo símbolo de paralisação em um marco arquitetônico de destaque no futebol mundial.






