O país se prepara para colocar em operação uma das principais obras de infraestrutura para mobilidade sustentável já realizadas no transporte elétrico coletivo brasileiro.
Em breve, Goiânia receberá o maior terminal elétrico do Brasil, um ponto de recarga de alta capacidade projetado para atender a nova frota de ônibus totalmente elétricos que será integrada ao BRT da capital.
A inauguração marca uma etapa simbólica na modernização do corredor metropolitano e reforça a meta de redução de emissões no sistema público.
Maior terminal elétrico do país será inaugurado logo: veja onde será
Localizado no Eletroposto Oeste da Metrobus, o novo terminal foi planejado para sustentar a operação diária dos veículos que circularão pelo corredor Anhanguera.
A estrutura foi dimensionada com 6 MVA de potência instalada, o que permite alimentar simultaneamente dezenas de ônibus. O conjunto inclui carregadores de 240 kW equipados com dois conectores cada, possibilitando o abastecimento de 46 veículos ao mesmo tempo.
Essa capacidade aproxima Goiânia de centros internacionais que adotaram transporte elétrico em larga escala, como Shenzhen e Oslo.
A entrega está prevista para ocorrer junto ao avanço das obras do Projeto Nova Anhanguera, responsável por reorganizar linhas, redesenhar o fluxo do corredor e substituir gradualmente os ônibus a diesel que ainda compõem parte da frota.
A meta é concluir a fase final de implantação do terminal a tempo de acompanhar a chegada dos novos veículos, garantindo que a operação elétrica comece com infraestrutura plena e segura.
Terminal elétrico foi pensado para evitar interrupções
O terminal não se limita aos carregadores fixos. Uma das inovações mais aguardadas é a incorporação do primeiro sistema móvel de armazenamento de energia para uso comercial em um corredor de transporte no Brasil.
Trata-se de um BESS móvel, uma bateria de 50 kWh e 60 kW de potência que pode ser deslocada pela garagem para reforçar a recarga em momentos críticos.
Esse recurso funciona como um apoio estratégico em situações de instabilidade da rede ou quando há necessidade de abastecimento emergencial.
Com redundâncias elétricas, capacidade de atender picos de demanda e autonomia para estabilizar o consumo de energia, o terminal foi pensado para evitar interrupções e manter a regularidade das viagens ao longo do dia.
Para a população, isso significa ônibus disponíveis em maior quantidade, menor tempo parado em garagem e redução de custos operacionais que tende a impactar positivamente o serviço.
A expectativa é que Goiânia se torne referência nacional em mobilidade elétrica e que a experiência abra caminho para projetos semelhantes em outras capitais.






