O modelo de jornada 6×1, em que o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de trabalho e descansa apenas um, é o mais praticado no Brasil, principalmente nos setores de comércio e indústria. Regulamentado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), esse formato pode chegar a 44 horas semanais e é predominante entre os empregados com carteira assinada.
No entanto, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apresentada em maio pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), propõe reduzir a carga semanal para 36 horas, sem corte nos salários, e substituir a escala atual pela 4×3 — que prevê quatro dias de trabalho seguidos de três de descanso.
A escala 4×3, conhecida como “semana de quatro dias”, garante três dias de folga após quatro dias seguidos de trabalho. O modelo busca reduzir o desgaste da rotina, promovendo mais qualidade de vida aos trabalhadores e benefícios para a saúde mental. A PEC apresentada por Erika Hilton destaca que a alteração poderia gerar benefícios relevantes.
A proposta toma como referência experiências nacionais e internacionais, incluindo o programa “4 Day Week Global”, aplicado em diversas empresas ao redor do mundo. No Brasil, a iniciativa foi testada em 19 companhias, e oito delas decidiram implementar a semana reduzida de forma permanente após seis meses de avaliação.
Apesar de a proposta apresentada por Erika Hilton ainda não ter avançado no Congresso devido à falta de assinaturas, o crescente interesse pelo modelo de semana de quatro dias revela que a pauta tem apoio. Em países como o Reino Unido, um projeto piloto semelhante já está em andamento, sendo encarado como uma forma de adaptação às novas demandas do mercado e da sociedade.
No Brasil, para que a mudança prospere, a PEC precisa alcançar o número mínimo de assinaturas parlamentares, seguir para análise nas comissões e, em seguida, ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara dos Deputados e no Senado.






