O pedágio cobrado no sistema BR-116/392, administrado pela Ecovias Sul, voltou ao centro das discussões após nova medida do Ministério dos Transportes. Conhecido pelo valor elevado e alvo constante de críticas de motoristas e transportadores, o sistema pode estar próximo de uma reformulação ampla — e até mesmo da desativação do modelo atual.
A Portaria nº 842, publicada no Diário Oficial da União, autorizou a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, documento que servirá de base para a próxima etapa de concessão do corredor rodoviário. A autorização abre caminho para reavaliar o modelo de cobrança, as tarifas aplicadas e até mesmo os pontos de pedagiamento.
Novo modelo depende de licitação prevista para 2025
Apesar do avanço, nada muda imediatamente. Para que qualquer alteração aconteça — inclusive uma possível retirada do pedágio atual — será necessário concluir a licitação que escolherá a nova empresa responsável pela administração das rodovias. Conforme divulgado pela CNN Brasil, o leilão está previsto para agosto do próximo ano, e só após essa etapa o governo poderá redefinir o sistema de cobrança.
Enquanto isso, a Ecovias Sul segue operando normalmente os trechos sob concessão, que incluem segmentos estratégicos utilizados no escoamento portuário do Rio Grande do Sul.
Estudo deve propor correções e melhorias estruturais
Técnicos consultados pelo Ministério dos Transportes afirmam que a revisão do contrato é necessária para corrigir problemas acumulados ao longo dos anos. A avaliação, segundo especialistas, também busca atualizar padrões operacionais e modernizar o formato de cobrança, hoje alvo de críticas pela falta de eficiência.
O estudo contemplará 456,2 km de rodovias federais. Entre os trechos analisados estão o segmento da BR-116 entre Jaguarão e Camaquã e o da BR-392 ligando Rio Grande a Santana da Boa Vista. Além de apontar soluções para o sistema de pedágio, o levantamento deverá identificar intervenções estruturais consideradas urgentes, como ampliação de faixas, reforço de pavimento e ajustes viários.
As conclusões do EVTEA servirão como base para o edital da próxima concessão, definindo as obrigações e metas da empresa que substituirá a Ecovias Sul.






