O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que mede a inflação oficial do país, registrou alta de 3,64% entre janeiro e setembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (9). O resultado confirma a pressão contínua sobre o custo de vida dos brasileiros, com destaque para os aumentos em alimentos, energia elétrica e combustíveis.
Energia elétrica lidera altas e pesa no bolso das famílias
A energia elétrica residencial foi o item que mais influenciou o avanço da inflação neste período. O aumento acumulado chega a 16,42% desde o início do ano, tornando-se um dos principais vilões do orçamento doméstico.
O IBGE atribui esse movimento à permanência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, em vigor desde o início de setembro. A cobrança adicional de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos tem pesado especialmente sobre os lares de menor renda.
De acordo com o instituto, o encarecimento da energia se deve ao baixo nível dos reservatórios e à necessidade de ativar termelétricas, que possuem custo de operação mais elevado.
Grupo Habitação é o destaque entre os aumentos
Dentro do grupo Habitação, que reúne energia elétrica, aluguel e serviços domésticos, a alta acumulada em 2025 chega a 2,97%. O avanço reflete diretamente o aumento das tarifas de energia, além de reajustes pontuais em contratos de locação.
O impacto sobre o índice geral reforça a importância do setor energético na composição da inflação brasileira. Com o encarecimento dos serviços básicos e o aumento dos custos de transporte, o cenário indica que a pressão inflacionária deve continuar nos próximos meses, exigindo atenção redobrada do governo e dos consumidores em relação aos gastos.






