Uma operação da Polícia Civil deflagrada nesta quinta-feira (8) teve como um dos principais alvos o prefeito de Garopaba, Júnior Abreu (PP), preso preventivamente no âmbito de uma investigação que apura supostas irregularidades em contratos de coleta de lixo no município, localizado na Grande Florianópolis. A cidade tem cerca de 34 mil habitantes e é conhecida pelo turismo de praia.
Prisões e medidas judiciais
Batizada de Coleta Seletiva, a ação resultou ainda na prisão de um servidor público que atuava no setor de licitações e contratos da prefeitura de Garopaba e de um empresário do ramo de coleta e reciclagem de resíduos sólidos. Além disso, dois secretários municipais foram afastados cautelarmente de suas funções.
A operação também atingiu um ex-prefeito de Garopaba, cujo nome não foi divulgado, e o atual prefeito de Pescaria Brava, Luiz Henrique Castro de Souza, que anteriormente ocupou o cargo de secretário de Administração em Garopaba. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e determinado o sequestro de bens e valores estimados em cerca de R$ 1 milhão.
Investigação aponta esquema antigo
Segundo a 2ª Delegacia de Combate à Corrupção da Diretoria de Investigações Criminais, as apurações indicam a existência de um esquema de corrupção envolvendo pagamentos a agentes políticos e fraudes em processos licitatórios. As irregularidades teriam começado em 2016 e continuado mesmo após mudanças na gestão municipal. Os presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Tubarão.
O que dizem as defesas e prefeituras
A defesa do prefeito Júnior Abreu informou que ainda busca acesso à decisão judicial que determinou as prisões e demais medidas cautelares, para então adotar as providências legais cabíveis. Em nota, a Prefeitura de Garopaba declarou que aguarda a consulta oficial aos autos para compreender os fatos, reforçando o compromisso com a transparência e a continuidade dos serviços públicos.
A Prefeitura de Pescaria Brava confirmou que a Polícia Civil esteve no prédio para recolher documentos, mas afirmou que a investigação não envolve contratos ou serviços do município, já que a apuração está relacionada a fatos ocorridos em Garopaba. Já a Prefeitura de Tubarão esclareceu que não foi alvo de mandados nem de ações da operação e que não há servidores ou gestores municipais envolvidos no caso.






