A edição de 2025 do levantamento anual da Forbes sobre as maiores fortunas do planeta mostra um cenário de concentração de riqueza sem precedentes. No topo da lista aparecem empresários ligados, sobretudo, aos setores de tecnologia, indústria e consumo, com patrimônios que ultrapassam a casa das centenas de bilhões de dólares. Liderando o ranking está Elon Musk, fundador da Tesla e da SpaceX, seguido por nomes conhecidos como Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e Larry Ellison.
Completam o grupo dos dez mais ricos do mundo executivos e herdeiros de gigantes globais, como Bernard Arnault, do conglomerado francês LVMH, Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, além dos cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin. Também figuram entre os primeiros colocados Amancio Ortega, criador da Zara, e Steve Ballmer, ex-CEO da Microsoft.
Bilionários nunca foram tão numerosos
O crescimento das grandes fortunas não se restringe ao topo do ranking. Em 2025, o número total de bilionários no mundo alcançou um recorde histórico, ultrapassando pela primeira vez a marca de 3 mil pessoas. Juntos, esses bilionários concentram uma soma que supera o Produto Interno Bruto da maioria dos países, ficando atrás apenas das economias dos Estados Unidos e da China.
A média de patrimônio entre os integrantes da lista também subiu, refletindo a valorização de empresas de tecnologia, inteligência artificial, luxo e energia. Um grupo ainda mais seleto, formado por pessoas com fortunas acima de US$ 100 bilhões, cresceu nos últimos anos e hoje exerce enorme influência econômica e política.
Concentração de riqueza e influência global
Os Estados Unidos continuam liderando em número de bilionários, seguidos pela China e pela Índia. Ainda assim, a lista reúne representantes de dezenas de países, incluindo estreantes e economias emergentes. O levantamento também mostra que a maior parte dessas fortunas foi construída pelos próprios empresários, e não herdada.
Entre as mulheres, a presença segue minoritária, embora tenha crescido levemente. A maioria delas recebeu a herança de grandes grupos econômicos, enquanto uma parcela menor construiu sua riqueza à frente de empresas globais.
Um retrato das desigualdades
O ranking de 2025 reforça um traço marcante do cenário econômico atual: enquanto poucos acumulam valores históricos, milhões de pessoas enfrentam dificuldades em meio a crises e desigualdades. O avanço acelerado das grandes fortunas segue despertando debates sobre tributação, poder político e o papel dos super-ricos na economia global.






