O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), voltou a se posicionar como pré-candidato à Presidência da República e fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a lideranças de seu próprio campo político. Em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira (17), Caiado afirmou que Lula não teria chances de reeleição em 2026 caso a disputa vá para o segundo turno.
Pulverização na direita é vista como vantagem
Caiado avaliou que a existência de múltiplos candidatos de direita pode fortalecer a oposição nas eleições. Segundo ele, nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Junior (PSD-PR) ajudam a ampliar o alcance do campo conservador.
“Hoje há uma pulverização que alguns enxergam como fraqueza, mas é justamente o contrário. Com quatro ou cinco pré-candidatos, garantimos o segundo turno. E o Lula não vence nesse cenário”, declarou o governador.
Para Caiado, lançar um único nome ainda em 2025 seria um erro estratégico. “Nenhum de nós tem projeção nacional suficiente neste momento. Se houver apenas um candidato, ele será alvo direto da máquina do governo, sujeito a perseguições e retaliações”, completou.
Críticas internas e disputas partidárias
Durante a entrevista, Caiado também fez críticas ao presidente do PP, Ciro Nogueira, com quem sua legenda, o União Brasil, firmou uma federação partidária em agosto. Segundo ele, Nogueira tenta enfraquecer sua pré-candidatura e apoiar outros nomes, como Tarcísio de Freitas ou Ratinho Junior.
“Ciro não tem legitimidade para interferir nas decisões do União Brasil. Nosso partido tem sua própria liderança e não se submete a ele”, afirmou.
Caiado ainda ironizou a postura do senador piauiense, dizendo que o movimento de Nogueira seria motivado por “ansiedade e medo de não conseguir a reeleição”. O governador reforçou que a federação ainda depende de aprovação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reiterou que seguirá como pré-candidato à Presidência, em diálogo com siglas como Solidariedade e Podemos.






