Nos últimos anos, o trabalho doméstico passou por mudanças relevantes, com diferentes projetos ampliando direitos da categoria e garantindo mais segurança e melhores condições de trabalho aos profissionais do setor.
E, conforme destacado em uma reportagem recente do Jornal Nacional, da TV Globo, a remuneração média foi um dos aspectos mais favorecidos por essas mudanças, registrando aumentos constantes desde 2021.
Vale destacar inclusive que, no final do ano passado, o montante alcançou um marco histórico, tendo superado pela primeira vez os R$ 2 mil. Embora o valor varie conforme a região, em alguns locais, o salário já chega a R$ 2.047 mensais.
O montante é destinado principalmente a trabalhadores de carteira assinada, que geralmente trabalham pelo menos 3 vezes por semana em um único local. Para estes profissionais, a base de cálculo é proporcional.
E essa valorização pode ser fundamental para estimular a formalização da categoria, que é uma medida essencial para assegurar a esses trabalhadores o acesso a direitos trabalhistas básicos, como a aposentadoria.
Apesar do aumento de salário, formalidade cai no Brasil
Mesmo com o salário próximo de R$ 2 mil em grande parte do país, um relatório recente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou que o número de trabalhadores domésticos com carteira assinada vem diminuindo, tendo chegado a 1,3 milhão no ano passado.
E de acordo com especialistas, esse índice preocupante pode estar ligado a uma combinação de fatores, a começar pela mudança no perfil demográfico, com famílias menores reduzindo a necessidade desse tipo de mão de obra.
Além disso, há também um aumento no número de pessoas que passaram a viver em apartamentos, que são ambientes que geralmente demandam menos cuidados constantes. Somando essas duas hipóteses às melhores oportunidades de escolarização, é possível entender por que o número de mensalistas vem diminuindo cada vez mais.






