Um SUV gigantesco, com capacidade para até 10 passageiros, vem chamando atenção no mercado internacional por um motivo curioso: custa praticamente o mesmo — ou até menos — que um Chevrolet Onix no Brasil. O modelo em questão é o Force Citiline, lançado na Índia com uma proposta bem diferente do que estamos acostumados por aqui.
Produzido pela Force Motors, o Citiline mistura características de van com SUV tradicional. O modelo tem mais de 5 metros de comprimento e aposta em um visual robusto, inspirado em carros clássicos como o Mercedes-Benz Classe G. Por dentro, o grande destaque é a configuração com quatro fileiras de bancos, no esquema 2+3+2+3, permitindo transportar até dez ocupantes — algo raríssimo no segmento.
Apesar do tamanho e da proposta familiar, o SUV é bastante simples em equipamentos. Ele traz o básico, como direção hidráulica, vidros elétricos e ar-condicionado com saídas no teto, mas não oferece luxo ou tecnologia avançada. Um ponto curioso é que, para acomodar todos os passageiros, praticamente não sobra espaço para bagagens, já que a última fileira ocupa o porta-malas.
Debaixo do capô está outro detalhe que chama atenção: o Citiline utiliza um motor diesel 2.6 de origem da Mercedes-Benz. O propulsor entrega cerca de 91 cv e 25,5 kgfm de torque, com câmbio manual de cinco marchas. Mesmo com desempenho modesto, o foco aqui é robustez e durabilidade, já que o modelo utiliza construção sobre chassi, ideal para enfrentar condições mais severas.
Preço surpreende e explica proposta do modelo
O que realmente impressiona é o preço. Convertido diretamente, o Force Citiline custa cerca de R$ 90 mil, valor muito próximo ao de um Chevrolet Onix básico no Brasil. Essa diferença mostra como o posicionamento do modelo é voltado para mercados emergentes, onde espaço e capacidade de transporte são mais importantes do que tecnologia ou conforto.
Mesmo sendo improvável vê-lo rodando nas ruas brasileiras, o SUV indiano chama atenção por oferecer algo que praticamente não existe por aqui: um veículo grande, robusto e extremamente acessível para transportar muitas pessoas. Ele reforça como diferentes mercados têm prioridades distintas — enquanto no Brasil o foco está em tecnologia e eficiência, em outros países o espaço e a resistência ainda falam mais alto.






